dito que é
onde encontro
o deus da minha
poesia,
suavizo o tato
dos meus pés
descalços
na areia.
o chamado
pede pressa.
não hesito.
despeço-me
do peso
nos ombros
e peço
perdão.
meu rumo
ruma contra
a corrente.
não
pertenço
aqui.
suplico às
ondas que
me carreguem.
longe.
e tão perto
do que
sinto ser tão
meu.
trago vento,
descarrego
dos pulmões
todo o tempo.
pra soprar
a vela
mar adentro,
que meu coração
encontra-se pronto
pra zarpar
e nunca mais
ancorar.
se não há,
entre estas paredes,
qualquer
vão espaço
que pertença
ao oceano,
então este
não
sou
eu.
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