segunda-feira, 10 de março de 2014
pra abafar o grito de um peito surdo que esqueceu quão nulo é o desprazer da insônia
começa com melancolia.
perdoa,
brisa.
é tão pouco.
e de tão pouco
se fez tanto.
mas tanto faz,
não traz sentido algum.
é só pra matar
tempo.
e se pulo
não é pra morrer.
é o prazer
de ter em mãos
espaço imundo
de lembranças
e o gosto amargo
de poluição entre os dentes.
perdoa,
domingo.
fugi de mim.
e já nem sei mais.
não escrevo mais.
e tanto faz,
porque também não descrevo mais.
e isso
é uma vergonha.
vergonha.
tão insensato o momento.
é... incerto.
mas ninguém disse;
eu não ouvi.
não ouvi ninguém dizer
que haveria de ter
qualquer insignificante
escasso abraço
quando a chuva cair.
e agora o carnaval acabou.
e os olhos de quem não esteve aqui pra ver,
já foram antecipados
sobre a notícia
de que a carne que tenho em mim,
e arremesso contra o muro,
é ilusão,
no vão instante,
distante
de solidão
e ao mesmo tempo
ausente de companhia.
já foi.
e eu nem vi.
estes tatos que não me pertencem mais.
estes traços que desconheço.
não termina.
se o desconforto me tira a visão,
não vejo o fim.
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